quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mais neutro que a Suíça


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

AMOK: versão do diretor (director's cut)

A história Amok antes da diagramação do El Fanzine 4, que acabou alterando algumas coisas (a meu ver, para pior - mas sou só o autor, de que vale minha opinião?).















quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sobras de campanha

Mais uma coleção de historietas feitas para o blog do El Fanzine (link na barra lateral).



domingo, 23 de março de 2014

Egopress

Tem um perfil meu lá no blog do El Fanzine para quem tiver estômago: http://el-fanzine.blogspot.com.br/2014/03/encontrando-nemo.html

terça-feira, 11 de março de 2014

CURTAS E GROSSAS







Três historinhas curtas que fiz desde o ano passado, rapidamente, sem capricho - a primeira fiz de bobeira para postar no twitter quando ainda o tinha, as duas seguintes para a seção 'Historieta de Quinta' do blog do El Fanzine (confiram lá, há outras histórias muito boas dos outros autores, vale a pena).

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A Grande Beleza

Esta postagem não tem nada a ver com quadrinhos, tema geralmente abordado aqui neste blog, mas precisei sinceramente pedir a vocês que por favor vejam o filmaço italiano "A Grande Beleza". Há muito tempo não ia ao cinema nem gostava tanto de um filme novo, e este fez valer a pena o preço do ingresso e toda a aporrinhação - como os babacas que levantam durante os créditos, no longo passeio da câmera pelo Rio Tibre, terminando no Castel Sant'Angelo. Se possível, vejam no cinema, com som original e legendas.



E que vocês não dêem (deixem meu circunflexo em paz, meu país não aderiu ao acordo ortográfico) o azar de ver o filme com o Carlos Minc sentado atrás de vocês. E à paisana, sem o coletinho do Ziraldo.
É solo un trucco!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Enquanto isso, na Sala de Justiça...

Como tenho postado pouco nos últimos anos, seguem abaixo amostras aleatórias de duas histórias já 100% desenhadas e uma quase pronta, todas feitas neste período. Isso é parte do que tenho produzido desde 2010, o que demonstra o ritmo super lento que mantenho agora. É a vida.

DOIS LOBOS: roteiro de A. Moraes


CANINOS BRANCOS: roteiro de Gian Danton.


AMOK: essa é minha mesmo. Faltam só três ou quatro quadrinhos para acabar.


sábado, 30 de novembro de 2013

NOTAS DE UM MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM EM FESTIVAIS DE QUADRINHOS




Em novembro de 2013, coloquei meus pés calejados e às vezes malcheirosos pela primeira vez em eventos de quadrinhos, coisa pela qual nunca me interessei (nunca quis conhecer os autores que admiro, sua obra me basta, e nunca há descontos decentes para quem quer comprar gibis). Só participei desta vez porque estive lá a trabalho, lançando e vendendo o El Fanzine #3, publicado em parceria com os amigos ABC, Pato Vargas e Tito Camello, com participação de Vagner Francisco (leia dois posts abaixo). Seguem abaixo meus breves palpites sobre os dois eventos em questão:

FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos)

- O paraíso dos independentes: mais de 130 lançamentos, várias mesas e estandes dedicados apenas a publicações independentes, além de um público bastante interessado neste filão. Bem legal para conhecer outras pessoas que compartilham com você os mesmos problemas mentais.

ABC, Tito Camello, eu e Pato Vargas
- Há poucas editoras presentes. Não prestei muita atenção porque estive ocupado vendendo gibis, mas vi um estande da Nemo e nada mais. Vi lá o André Conti, editor de quadrinhos da Companhia das Letras, e o Lobo, que era editor da extinta Barba Negra, e só. Mesmo o pessoal do Maurício de Sousa, entre os quais o Sidney Gusman, apareceu lá para lançar as graphic novels e se mandou. Ainda há um desinteresse profundo das editoras pela produção nacional de HQs e acredito que isso não vai mudar.
 
Compreendo a necessidade de buscar o "tiro certo", o investimento com garantia de retorno, mas ainda há poucos profissionais da área interessados em fuçar a selva de títulos independentes em busca de alguma coisa com potencial. Os lançamentos formais se dividem entre os originais criados pelos grandes nomes do ramo e pelas adaptações oportunistas de clássicos da literatura, de olho na grana pública do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e do Programa de Ação Cultural (ProAC).

- Mesmo entre os independentes há uma forte predominância de temas ligados a terror, ficção científica e humor - sátira, mais especificamente. Nada contra. Qualquer tema pode ser bom. O que considero problemático é a importação modelo "camisa de força", sem a necessária aclimatação.

Pato Vargas, Tito Camello, eu e ABC
no fim do "expediente" no FIQ
Os temas e o visual de uma história precisam ser adaptados de alguma forma ao nosso passivo cultural, tornando as histórias menos pastiches literais dos originais gringos e mais uma versão genuinamente nacional do negócio. Não falo em colocar macacos e onças e índios e quilombos e terreiros no espaço, mas imaginar como nosso país, com seu fardo cultural e histórico, se encaixaria nesses cenários. Mesmo o visual dos personagens é geralmente nórdico ou anglo- saxão, o que é muito estranho para um mulatinho suburbano como eu.

 Não me interessam histórias folclóricas, mas uma releitura destes gêneros com molho nacional seria mais interessante do que a imitação pura e simples - algo como o imaginado pelo Giorgio Galli, que usa as lendas brasileiras no lugar dos monstros clássicos do terror em sua série Salomão Ventura.
George Perez, em uma convenção nos
EUA, reproduzindo sua famosa capa

COMICMANIA

- Evento para fanboys Marvel/DC/Image, com Dynamite correndo por fora, com foco na venda de gibis e souvenirs. Super-heróis e personagens tradicionais das grandes editoras comerciais americanas são o forte deste evento, onde os independentes são bem vindos e muito bem recebidos pela organização, mas são uma reles curiosidade menor para o público. Talvez o problema seja mesmo minha cidade natal, o Rio de Janeiro, que enxerga quadrinhos como um aleijão nerd (odeio essa palavra) e nada mais. Talvez se tirássemos as praias...


- O Castelinho do Flamengo, onde acontece o evento, é lindo por fora mas estranho por dentro: é uma longa escadaria com algumas salas anexas, o que dificulta a circulação do público. A mesa dos independentes, onde estão o El Fanzine e os parceiros Leandro Reboredo (Sobrevivendo) e Guilherme de Sousa (Quer Dançar?) e onde esteve por um dia Giorgio Galli (Salomão Ventura), fica isolada no terceiro e último andar do Castelinho, na torre onde ficou presa a Rapunzel. Como nenhum de nós tem o apelo da Rapunzel e muito menos a cabeleira, fica difícil convencer alguém a subir até lá. Mesmo assim, temos vendido muito bem, o que nos faz gostar de verdade do evento. Ainda assim, caso minha sugestão valha alguma coisa, organização: mudem de lugar e de formato. Dêem mais espaço para os independentes, que são o sopro de vida em qualquer evento deste tipo (sem querer legislar em causa própria porém já legislando).

É dura a vida de cosplayer pobre
- Tirando esses problemas menores, é impressionante como a maioria absoluta das pessoas ligadas a quadrinhos é sinceramente gente boa. Tanto os brasileiros quanto os convidados estrangeiros destes dois eventos foram invariavelmente simpáticos e educados. O nível de gentileza ultrapassa a maioria dos demais ambientes que já frequentei em toda a minha vida, o que faz minha alma desconfiada às vezes suspeitar de que estão tentando me enganar, mas não estão. Eles são assim mesmo.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Reduzindo as pegadas



Se você procurou meu Twitter e não achou, saiba que cancelei-o. Não tenho mais Twitter, nunca tive Facebook, Orkut muito menos, Whatsapp nem fodendo, Badoo nem sei o que é etc. Se quiser dizer umas verdades na minha cara virtual, use o e-mail (rodnemo@gmail.com) ou este blog, sem parcimônia. Desaforos também são bem vindos. Este blog ama o ódio.

E com isto, contradigo um post publicado um pouco abaixo, em que anunciava o abandono do blog - sou prolixo, o Twitter não me bastava e limita a publicação de imagens, principal razão disso aqui. Afinal, ninguém é tão doente a ponto de vir aqui para saber minha opinião sobre qualquer coisa (quem quer saber isso?).

Portanto, o  blog não morre, mas manterá a irregularidade que lhe é peculiar. Quem tiver tempo livre siga-me por e-mail ( tem um espaço aí na barra lateral para isso).

PS: não me perguntem sobre as imagens. Catei na Internet, mas não lembro os sites de origem ou os autores. A do dedão pintado de vermelho sobre o Ipad é de Wilfred Santiago, a do juramento sobre a Bíblia em Kindle foi uma capa ou cartum rejeitado pela New Yorker, a primeira ainda dá pra ler o site no pé da página e o resto não lembro mesmo.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

El Fanzine renasce e terá lançamento oficial no FIQ 2013


O gibi independente El Fanzine chega à terceira edição maior e melhor: são 48 páginas de histórias em quadrinhos totalmente originais criadas por ABC, Pato Vargas, Rodrigo Nemo e Tito Camello, com participação de Vagner Francisco, criador do personagem "Val", que faz sua estréia na revista. O lançamento oficial acontecerá durante o FIQ, em Belo Horizonte (MG), no dia 15/11, às 16 horas, na mesa 8. Quem não estiver presente pode encomendar uma edição por e-mail (revistaelfanzine@gmail.com) e acompanhar o trabalho dos autores pelo twitter (@ElFanzine) e pelo Facebook (www.facebook.com/revistaelfanzine).

Com capa dupla colorida (de Tito Camello) e miolo em preto e branco com tons de cinza, o gibi custa R$ 5 e traz oito histórias:

- 70's american love story, de Tito Camello;
- Custo Brasil, de Rodrigo Nemo (que ganhou tons de cinza para a edição impressa, como você pode ver nas imagens aí abaixo, e que o leitor realmente malandro já leu aqui);

- Mamãe, de ABC;
- In my life, de ABC;
- Do outro lado, de ABC e Pato Vargas;
- Coisas pesadas que influenciam a humanidade desde..., de Vagner Francisco e Tito Camello;
- A hora e vez de Carlinhos do financeiro (que o leitor malandro, obviamente, leu aqui), de Rodrigo Nemo.
- O alarme, de Pato Vargas.

Levanta, sacode a poeira
e dá a volta por cima

PS(só para quem for ao lançamento no FIQ): Durante o festival de quadrinhos em BH faremos uma promoção por tempo limitadíssimo. Quem comprar dois ou mais exemplares do El Fanzine levará um brinde especial, a ser escolhido na hora pelo próprio comprador entre algumas opções. Não percam!


sábado, 23 de junho de 2012

Get Back!






Um desenho rápido, para não enferrujar completamente, em homenagem aos 70 anos do Paul McCartney - li sobre isso outro dia, não sabia e por acaso havia escutado a canção, da qual gosto muito. A letra provavelmente não tem nada a ver com a cena  aí acima, mas à primeira audição distraída, dá esta impressão.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quase um adeus

"Shedding off one more layer of skin"
Jokerman, Bob Dylan

É inútil lutar contra o inexorável, como a passagem do tempo e o vencimento das contas.  Embora não ensinem isto à maioria de nós, envelhecer - aliás, amadurecer - também é aprender a desistir das coisas. Mesmo as que, ao menos por algum tempo, nos pareceram ser o caminho mais natural e inevitável a seguir.
Com a idade, acumulamos problemas e responsabilidades, nosso tempo se torna cada vez mais escasso e as pequenas alegrias têm de ocupar intervalos cada vez mais curtos e mais raros. E chega ainda um tempo em que já não é mais possível dispor nem mesmo destes curtos intervalos para tarefas tão trabalhosas quanto ilustrar uma página, quando o custo de cada uma dessas pequenas vitórias passa a ser muito alto.

Admito que sou um tremendo bundão sentimental, e olhando para a caixa de postagem do blog enquanto escrevo sinto até saudades da empolgação de tentar, pela última vez, perseguir uma ambição, lançar um fanzine (o fiz pela primeira vez aos 33 anos! Vai ser retardado assim...), conhecer uma série de ilustradores que ignorava e descobrir, após mais de uma década sem ler uma única página de gibi, obras e autores muito bons no Brasil e no exterior.
O problema é que atingir o nível destes ilustradores e quadrinhistas para competir em pé de igualdade levaria um tempo e custaria um dinheiro dos quais não disponho. E já investi demais e perdi demais nisso. Ars longa, vita brevis.

Tudo isto é para explicar porque este blog, que já é atualizado de forma bissexta, deve ser ainda mais raramente atualizado, lentamente esquecido, até um dia exalar seu último suspiro em algum cantinho obscuro da Internet. Talvez um internauta vadio tropece em seu cadáver e lhe roube o relógio e os sapatos; quem sabe acenda uma vela ao lado do corpo, vai saber se ainda há dessas almas pias...
Sem arrependimentos e sem rancores, desejo boa sorte aos que persistem, e agradeço aos amigos que dividiram comigo esse breve sonho. Fizemos o que podíamos, vida que segue. Pelo menos nós tentamos.


(Deixo vocês com o “jogo da vida” do ilustrador freelancer, de Todd Klein, aí acima, e um aviso pra que não me levem tão a sério. Ainda devo postar algumas coisas que estou concluindo. Também é possível que eu tenha uma recaída e desenhe alguma coisa ou outra. Se tiver saco, posto aqui. Se não, vale o escrito. O resto é verdade.)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Uma arte perdida


Encontrei isto na Internet há alguns anos e guardei aqui. Posto agora sem nenhum motivo em especial, apenas para matar nos coraçõezinhos inocentes dos quadrinhistas independentes aquela chamazinha trêmula e débil que ainda arde por esta forma de arte já extinta, que são os quadrinhos. Eu, que brinco desse bagulho sem nenhuma pretensão séria, dedico a vocês que carregam a chama este epitáfio. Para quem lê em inglês (existe outro jeito de navegar na Internet?), um retrato da ascenção e queda do meio desde os anos 1920 até hoje.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Carlinhos na Quadrinhopole

Já está no ar no site da Quadrinhópole a história A hora e vez de Carlinhos do financeiro. Confiram lá. Nas próximas semanas vou tentar colocar no ar mais novidades.