sábado, 23 de junho de 2012
Get Back!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quase um adeus
"Shedding off one more layer of skin"
Jokerman, Bob Dylan
Jokerman, Bob Dylan
É inútil lutar contra o inexorável, como a passagem do tempo e o
vencimento das contas. Embora não
ensinem isto à maioria de nós, envelhecer - aliás, amadurecer - também é
aprender a desistir das coisas. Mesmo as que, ao menos por algum tempo, nos
pareceram ser o caminho mais natural e inevitável a seguir.
Com a idade, acumulamos problemas e responsabilidades, nosso tempo se
torna cada vez mais escasso e as pequenas alegrias têm de ocupar intervalos cada
vez mais curtos e mais raros. E chega ainda um tempo em que já não é mais
possível dispor nem mesmo destes curtos intervalos para tarefas tão trabalhosas
quanto ilustrar uma página, quando o custo de cada uma dessas pequenas vitórias
passa a ser muito alto.
Admito que sou um tremendo bundão sentimental, e olhando para a caixa de
postagem do blog enquanto escrevo sinto até saudades da empolgação de tentar, pela
última vez, perseguir uma ambição, lançar um fanzine (o fiz pela primeira vez
aos 33 anos! Vai ser retardado assim...), conhecer uma série de ilustradores
que ignorava e descobrir, após mais de uma década sem ler uma única página de
gibi, obras e autores muito bons no Brasil e no exterior.
O problema é que atingir o nível destes ilustradores e quadrinhistas
para competir em pé de igualdade levaria um tempo e custaria um dinheiro dos
quais não disponho. E já investi demais e perdi demais nisso. Ars longa, vita brevis.
Tudo isto é para explicar porque este blog, que já é atualizado de forma
bissexta, deve ser ainda mais raramente atualizado, lentamente esquecido, até
um dia exalar seu último suspiro em algum cantinho obscuro da Internet. Talvez
um internauta vadio tropece em seu cadáver e lhe roube o relógio e os sapatos;
quem sabe acenda uma vela ao lado do corpo, vai saber se ainda há dessas almas
pias...
Sem arrependimentos e sem rancores, desejo boa sorte aos que persistem,
e agradeço aos amigos que dividiram comigo esse breve sonho. Fizemos o que podíamos, vida que segue. Pelo menos nós tentamos.
(Deixo vocês com o “jogo da vida” do ilustrador freelancer, de Todd
Klein, aí acima, e um aviso pra que não me levem tão a sério. Ainda devo postar algumas
coisas que estou concluindo. Também é possível que eu tenha uma recaída e
desenhe alguma coisa ou outra. Se tiver saco, posto aqui. Se não, vale o
escrito. O resto é verdade.)
terça-feira, 1 de maio de 2012
Uma arte perdida
Encontrei isto na Internet há alguns anos e guardei aqui. Posto agora sem nenhum motivo em especial, apenas para matar nos coraçõezinhos inocentes dos quadrinhistas independentes aquela chamazinha trêmula e débil que ainda arde por esta forma de arte já extinta, que são os quadrinhos. Eu, que brinco desse bagulho sem nenhuma pretensão séria, dedico a vocês que carregam a chama este epitáfio. Para quem lê em inglês (existe outro jeito de navegar na Internet?), um retrato da ascenção e queda do meio desde os anos 1920 até hoje.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Carlinhos na Quadrinhopole
Já está no ar no site da Quadrinhópole a história A hora e vez de Carlinhos do financeiro. Confiram lá. Nas próximas semanas vou tentar colocar no ar mais novidades.
sábado, 7 de abril de 2012
FOFO!, uma HQ vagabunda em 24 horas.
Uma historinha profundamente idiota, improvisada em apenas um dia para não deixar criar teia de aranha no blog (era para ter postado antes, mas estou sem Internet há umas três semanas porque moro em um lugar atendido apenas pelo serviço 3G, que tem franquias limitadíssimas). Como é Páscoa, usei o tema e inseri um "easter egg": encontrem o ator Jonas Bloch como figurante em uma cena e ganhem porra nenhuma.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Papéis avulsos
Três páginas reunindo alguns rabiscos feitos a caneta Bic para encerrar o ano. Muitos desenhos aí acima foram usados como rascunhos na elaboração de algumas histórias, como esta, esta e esta. Aliás, já não é a primeira vez que coloco aqui desenhos feitos com Bic. De repente (aham), quem sabe (cof, cof), poderíamos falar num patrocínio...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
A Hora e Vez de Carlinhos do Financeiro
Uma história rabiscada em papel A4 rapidamente em 2010, cujo letreiramento só consegui concluir agora.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Palinha
Vocês querem sexo? Sim, vocês querem.
Vocês querem sangue? Sim, vocês querem.
Vocês terão (seus tarados), assim que eu terminar de desenhar a história em produção aí acima, AMOK, o que deve levar algum tempo no meu atual ritmo (cinco minutos de desenho a cada três ou quatro semanas). Mas vai dar. Aguardem.
Aliás, essa zona aí acima é minha atual área de trabalho: uma pilha de papéis amontoados sobre o sofá. Parece que não funciona, e não funciona mesmo.
Vocês querem sangue? Sim, vocês querem.
Vocês terão (seus tarados), assim que eu terminar de desenhar a história em produção aí acima, AMOK, o que deve levar algum tempo no meu atual ritmo (cinco minutos de desenho a cada três ou quatro semanas). Mas vai dar. Aguardem.
Aliás, essa zona aí acima é minha atual área de trabalho: uma pilha de papéis amontoados sobre o sofá. Parece que não funciona, e não funciona mesmo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Freio de arrumação
Uma página rabiscada há alguns meses, no início deste ano, para testar uma página em preto, branco e apenas uma cor marcando as áreas de sombra (funciona) e, principalmente, para testar balões e recordatórios feitos à mão, recurso supremo do preguiçoso semi-analfabeto digital (funciona se você escreve roteiros previamente; eu mal os escrevo posteriormente).
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Dois lobos
Página com alguns quadros aleatórios recortados da primeira das três partes da história Dois Lobos, um roteiro de Abs Moraes.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Meus verdes anos (ou 'o cu do Hulk')
Achei outro dia este velho desenho, do início da década de 90 do século passado, um período em que voltei a desenhar (por 'desenhar' entenda 'rabiscar coisas aleatórias nas margens dos cadernos escolares') anos após ter abandonado o mau hábito na década de 80, por volta dos 11 ou 12 anos, em favor de outros interesses e obrigações. Este novo surto durou muito pouco, nem um ano, e parei de desenhar novamente em favor de obrigações e interesses mais imediatos até voltar a arriscar uns rabiscos em 2007, quando criei este blog. Agora que este espaço vive seus últimos momentos (voltarei a isto mais tarde, mas este blog não deve durar mais um ano, devido a obrigações e interesses mais imediatos - haverá mais umas quatro postagens, de coisas já em andamento, e depois adiós), resolvi juntar essas duas pontas da minha carreira de desenhista amador, uma vez que seu fim está próximo.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Custo Brasil
Historinha que fiz no longínquo ano de 2008, se não me engano, que acabou não sendo publicada. O único pretexto para essa história era desenhar uma sequência de tiroteio, coisa que ainda não havia feito (tinha acabado de começar a desenhar).
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ano Novo, programa de índio
Para fechar o ano, uso o computador do trabalho (sim, estou de plantão...) para despachar uma última historinha. Se é que dá pra chamar de história. É mais uma bobagem que cometi, acho que por volta de 2007 ou 2008, quando comecei a desenhar. Queria ilustrar uma história mas não tinha nenhum roteiro, então rabisquei duas páginas primeiro e só depois pensei em um texto para acompanhar as cenas (na verdade, ilustrei as páginas enquanto acompanhava o noticiário sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, o que explica o tema).
Deveria encerrar com algo do tipo feliz 2011, mas vou poupá-los disso.
PS: Já ia esquecendo. Essas páginas aí acima também já apareceram por aqui.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O talentoso filho do senhor Gonçalves
Essa história já apareceu, sem as letras, aqui e aqui. Agora segue a versão completa, com letras do também desenhista Angelo Ron. O roteiro é de Maurício Santoro.
***
PS: Segundo informa o roteirista Leonardo Santana, editor da revista em quadrinhos Do Além, esta história será publicada na segunda edição do gibi, que será lançada até abril.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Gita
A história acima foi desenhada literalmente nas coxas - como não tenho mesa nem prancheta, tive que apoiar o papel sobre a perna, o que, junto com minha natural incompetência, explica a total ausência de linhas retas e algumas aberrações na perspectiva - e faz parte de uma série de quatro histórias escritas pelo roteirista Gian Danton. Todas elas têm nomes de livros - esta foi batizada a partir do livro sagrado do hinduísmo. As histórias são situadas em cenários de ficção científica e tratam de colonialismo, intolerância e genocídio, utilizando-se de uma estrutura narrativa que lembra livros como Noite na Taverna, O Decamerão ou Contos de Canterbury, com pequenos contos "costurados" entre si por meio de uma cena central com todos os personagens, que se revezam no papel de narrador.
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